IRRIGAÇÃO
EM GOTAS
José Giacoia
Neto
(34) 3212-8484
• jgiacoia@rainbird.com
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EMISSORES
DE ÁGUA
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CRITÉRIOS
DE UTILIZAÇÃO
E SELEÇÃO

Ao fazer a seleção de emissores para um projeto, vários
fatores têm que ser considerados. Vamos a alguns deles:
• Primeiro, os tipos de aspersores
dimensionados para o projeto e aprovados pelo cliente ou profissional
de paisagismo envolvido. É fundamental que a empresa de irrigação
efetue uma visita para apresentar os produtos ao cliente, a fim de
que ele possa conhecer e saber qual é o produto
mais adequado para seu paisagismo.
Do mesmo modo, precisa também apresentar outras opções para que o
cliente possa verificar custos, qualidade, vantagens
e desvantagens.
• Outros fatores importantes são o tamanho e a forma das áreas a serem
irrigadas.
É por isso que os projetos paisagísticos e
arquitetônicos são tão importantes. Este projeto deve apresentar as
dimensões corretas e a locação de plantas.
Contudo, infelizmente, muitos “paisagistas”
sequer elaboram projetos, o que dificulta muito o plano de irrigação e sua
instalação.
A forma e o tamanho da área a ser irrigada sempre determina o tipo de
aspersor a ser utilizado. O objetivo é selecionar o tipo ideal que irá
cobrir a área, utilizando o menor número possível de aspersores.
A característica do paisagismo a ser irrigado também determina o
aspersor. Gramados, arbustos, árvores e maciços de plantas podem exigir
diferentes tipos de aspersores dentro de uma mesma área.
• É fundamental levar em conta a pressão e a vazão de água
disponíveis. Isto é crucial e muitas vezes decide a possibilidade
de se instalar um sistema de irrigação. O técnico, durante sua visita ao
local ou em entrevista com o cliente ou outros profissionais
envolvidos no projeto, tem que levantar as
necessidades e possibilidades de suprimento de
água para a irrigação.
Infelizmente, muitas empresas de construção civil por não conhecerem a necessidades mínimas de água,
dimensionam erroneamente os reservatórios e diâmetros (tamanhos)
das tubulações que alimentam as áreas verdes das construções.
• É preciso verificar com cuidado as condições ambientes, como temperatura, vento, radiação, umidade e sombreamento.
Esta observação é muito importante, pois determina grande parte dos
problemas nos projetos instalados. Áreas com condições climáticas especiais
irão necessitar de aspersores especiais. Áreas com alta incidência
de ventos necessitarão de aspersores com bocais de ângulo
baixo para manter a água próxima do solo, onde há uma resistência
maior ao carrega-mento de gotas. Locais com altas temperaturas
e clima seco ou árido podem necessitar de aspersores com maior
vazão ou ciclos múltiplos de irrigação, com aspersores padrão para
manter o paisagismo vivo e saudável. Locais sombreados devem ser
sempre separados de locais que recebem sol várias horas do dia.
• Outro ponto crucial é verificar qual o tipo de solo, a taxa de
aplicação aceitável, a compactação e a drenagem. É comum vermos
encharcamentos e água escoando para fora dos jardins, gerando problemas
sérios para as plantas.
• Quanto à compatibilidade entre os aspersores e quais podem ser
agrupados juntos, iremos abordar este assunto detalhada-mente ao descrevermos
cada produto e a aplicação correta de água. A partir da próxima edição,
comentaremos especificamente as séries e modelos de emissores.
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